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O QUE É

TRANSPOR

EMPATIZAR

AGIR

RESSIGNIFICAR

O TEAR se propõe a desconstruir narrativas que permitem que vários tipos de violência sociais sejam perpetradas.


Acreditamos que a prevenção da violência começa com a evolução da consciência social e com a transformação do olhar e atitudes de indivíduos, grupos, instituições e políticas públicas que atuem na causa do problema, e não apenas nas consequências visíveis.


Para compreender o conceito e a metodologia do TEAR é fundamental entender a força da construção de uma narrativa.

O PROJETO

é patrocinado pelo Departamento de Estado dos EUA em parceria com Universidade de Tennesse e o Centre for Sport, Peace and Society através da Rede Global Sport Mentoring.

E com apoio insitucional do Consulado Americano. 

 

O projeto foi elaborado e será executado por Diana Bonar, especialista em Gestão de Conflitos e fundadora da PeaceFlow e Aline Silva, especialista em abordagens de gênero, atleta olímpica e fundadora do Mempodera.

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PARA QUEM É

O TEAR é direcionado para qualquer pessoa que se propõe a questionar narrativas que geram violência. A primeira versão do TEAR será exclusiva para educadores esportivos, educadores sociais e professores/as de escolas indicados por organizações parceiras. Compreendemos que este público lida direto com jovens que estão em fase de formar sua opinião e identidade, e por isso, podem ser uma ponte de conhecimento e influência para um público maior de pessoas.

Os índices de violência contra mulher no Brasil são assustadores, de acordo com o 13 Anuário de Segurança Pública, produzido pelo Fórum brasileiro de Segurança Pública. 2019.

O feminicídio e a cultura de estupro estão atreladas a narrativas centenárias sobre a visão que parte da sociedade construiu sobre os papeis sociais do homem e da mulher. Para que seja possível transformar e prevenir diversos tipos de violência contra mulher é imprescindível que as narrativas que naturalizam tal violência sejam não apenas questionadas, mas reconstruídas.

Aproximadamente 180 estupros acontecem diariamente,
o que contabiliza
1 estupro a cada 8 minutos.

82% é cometido contra mulheres.

54% das vítimas tinham até 13 anos..

Apenas 7,5% das vitimas notificam as autoridades.

76% possuem vínculo com o abusador.

A forma como nós olhamos para o mundo e para as relações, as crenças que temos sobre determinados grupos da sociedade determina o que é considerado legítimo em relação ao trato com tal grupo. Esta versão do TEAR irá abordar as narrativas construídas sobre o papel social do gênero feminino que permitem que a violência contra mulher aconteça.

JUSTIFICATIVA

TECENDO

O TEAR é um convite ao diálogo que se desenvolve em 4 passos com o objetivo:


1.TRANSPOR preconceitos enraizados que são repetidos de forma inconsciente e que reforçam a cultura de opressão contra a mulher. Só é possível transpor algo que sabemos que existe. Em primeira instância o TEAR revela a construção das narrativas opressoras e revela como elas se manifestam em nosso cotidiano.

 

2. Em um segundo momento o TEAR cria espaço para EMPATIZAR com a dor que este tipo de consciência pode trazer.


Uma vez que ressignificamos o nosso entendimento sobre determinadas atitudes, o que antes era percebido como natural, passa a ser percebido como violento e opressor. Tanto para o perpetrador da violência, quanto para a vítima da mesma.


Sentimentos de raiva, indignação, culpa, vergonha, impotência e confusão podem surgir nesta etapa. Neste módulo a abordagem da Comunicação Não Violenta será utilizada com dois propósitos: Propiciar ao grupo um momento de acolhimento, autocompaixão, escuta empática; e desenvolver competências para estar em diálogos desafiadores sobre o tema. O TEAR visa criar pontes que contribuam com a desconstrução das perspectivas que favorecem opressões sociais, buscando aproximar diálogos através da empatia.


3. e 4. O objetivo do TEAR não é apenas desconstruir e acolher, mas principalmente AGIR e RESSIGNIFICAR.

Ou seja, o treinamento irá inspirar, motivar e criar espaço para que os participantes do treinamento possam ressignificar o seu olhar, a sua narrativa, sobre os próprios preconceitos e viéses inconscientes.


Em primeira instância, trazendo como resultado a autovigilância, o aumento do senso crítico e da capacidade empática. Para que por fim, possam agir de forma consciente em suas esferas de atuação de forma a inspirar uma nova narrativa de gênero que fortaleça a equidade e o respeito.

FORMATO

 Formato: 

 

  • O TEAR se desenvolve em forma de treinamento com carga horária de 16h.

  • Ele é composto por uma aula inaugural e outros 8 encontros de 2h.

  • Entre uma aula e outra o grupo é estimulado com exercícios práticos para aplicarem na realidade e possuem apoio via grupo do Whatsapp ao longo de toda jornada. 

  • Cada integrante recebe uma apostila com indicações de artigos e vídeos para aprofundamento no tema. 
     

Avaliação de Impacto

 
Ao final do curso os participantes respondem à um questionário de auto avaliação que mensura mudanças na forma de pensar, agir e de se relacionar. Acesse abaixo o resultado da avaliação de impacto.


Como fazer parte:

Se você é uma Empresa, Organização ou Agência do Governo você pode adquirir o TEAR para ser desenvolvido com o seu público alvo. 

A partir de uma reunião inicial podemos adaptar o formato do curso.

 

O TEAR  costuma ser adquirido por:

 

  • Prefeituras que desenvolvem ações para prevenção da violência.

  • Organizações que querem capacitar seus/suas colaboradoras em diversidade e inclusão de gênero.

  • Agências do Governo que querem capacitar replicadores do conteúdo do TEAR para terem um alcance mais amplo. 

Caso a sua Organização/Empresa tenha interesse em adquirir ou patrocinar o projeto entre em contato com a gente. 

Estamos planejando uma versão do TEAR aberto ao público. 

FACILITADORAS

Diana Bonar é Fundadora da Peaceflow e especialista em transformação de conflitos com mais de 10 anos de experiência. Facilitadora de treinamentos e processos usando a CNV desde 2010. Embaixadora do Institute for Economics and Peace, memb, Peace Fellow do Rotary International, membro do GSMP, uma rede Global de Empoderamento de Mulheres através do esporte. Treinadora e Consultora para o Facebook, a Defensoria Pública, os Médicos Sem Fronteiras, London Ambulance Service, Polícia Civil, Tribunal Regional do Trabalho, Great Place to Work e inúmeras outras instituições. Ela é professora da Casa do Saber, do Instituto New Law, do Gera Social e do Global Sport Mentoring Program e foi convidada para uma conferênca em parceria com a ONU para falar sobre o impacto do contexto de pandemia na vida das mulheres.

Aline Silva é Atleta Olímpica de Wrestling participou da Rio 2016 e já está classificada para Tokyo 2021, única medalhista em mundiais do Brasil na modalidade, fundadora do Mempodera, projeto social de que oferece Wrestling e inglês para jovens de escolas públicas com objetivo de promover o empoderamento através do esporte e a igualdade de gênero. Membro do GSMP, Global Sports mentoring Program que visa o empoderamento feminino através do esporte ao redor do mundo. Recebeu o Título de mulher do ano da United World Wrestling pelo trabalho realizado com Wrestling feminino no Brasil. É palestrante sobre a desconstrução da cultura do estupro, e do esporte como ferramenta de empoderamento.

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Aline Silva (Mempodera) e Diana Bonar (PeaceFlow)